Mãe de Marielle teme que mandante da morte da filha seja conhecido da família

Durante ato de integrantes da Anistia Internacional para cobrar resultados nas investigações da morte da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, na manhã desta segunda (14), a mãe da vereadora afirmou que espera que o crime esteja perto de ser solucionado e disse que, caso o mandante tenha sido alguém conhecido, será uma traição.

Esta semana, a Polícia Civil pretende ouvir um colega de trabalho de Marielle, o vereador Marcello Siciliano, e o miliciano Orlando Curicica. Ambos são apontados em delação como os mandantes da morte de Marielle e Anderson, o que negam. “O meu coração de mãe pede para que não seja ninguém que a gente conheça, pede que não seja ele. Se for, é uma traição”, afirmou Marinete Silva.

O pai de Marielle enfatizou que é inadmissível que o crime tenha sido planejado por alguém do convívio da vereadora. “Se realmente for confirmado, será uma indignação muito grande, porque uma pessoa que convive no dia a dia com ela cometer uma traição desse tipo é inadmissível. Uma pessoa dessas não pode nem exercer uma função na Câmara de Vereadores”, criticou Antônio Franco.

Nesta segunda-feira (14) completam dois meses das mortes de Marielle e Anderson. “Tô sobrevivendo dia após dia. A gente não se conforma e não vai se calar enquanto não tiver o resultado das investigações. A gente precisa de uma coisa mais concreta. A gente está aí, na expectativa. É claro que o nosso tempo não é o tempo deles, porque a investigação, além de sigilosa, é complexa. Mas não há crime perfeito. Eles vão chegar”, disse Marinete, que neste domingo (13) passou o primeiro Dia das Mães sem a filha. (FONTE: G1.com)

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