R$ 27 Mi: ‘O prefeito não se pronunciou’, diz professoras sobre dinheiro do Fundef

Nesta última sexta-feira (11), o programa ‘X da Questão’, da rádio Líder FM, recebeu algumas professoras para revelar que a união repassou para a prefeitura de Serra Talhada (PE) o dinheiro dos antigos ‘precatórios do Fundef’. Esse dinheiro é proveniente de uma causa na justiça movida pelos professores em 2007 para receber uma correção financeira. “Nós estamos aqui porque acreditamos na luta por este valor do Fundef. Os professores da época não tiveram esse repasse da Lei do Fundef. Os prefeitos da época do ex-prefeito Carlos Evandro perceberam e entraram com uma ação pedindo esse dinheiro a união. Os prejudicados foram os professores da época”, revelou a professora Patrícia Oliveira, membro do Sindicato dos Trabalhadores de Ensino de Serra Talhada (SINTEST). “Hoje é um dia que não podíamos deixar passar despercebido. Hoje é um dia que entra na conta da prefeitura um dinheiro repassado pela união de R$ 27 milhões”, ratificou ela.

Ainda na entrevista, que contou com a presença das professoras Mauricélia (Sintest) e Ana Xavier (Sinpro), elas argumentaram que o prefeito de Serra Talhada (PE), Luciano Duque, se mantém calado sobre o assunto. “O prefeito até agora não se pronunciou. Algumas professoras pedem que tenhamos, urgentemente, uma fala do gestor a respeito desse repasse. O advogado contratado pelo SINTEST já entrou com a ação (de bloqueio), mas não tivemos ainda um pronunciamento do gestor. E esse dinheiro caiu na conta. Ele (Luciano Duque) é do Partido dos Trabalhadores e o prejudicado nessa conjectura é a classe trabalhadora”, falou Oliveira. “Quem entrou com a causa foi o município. Então, eles (os prefeitos) estão achando que o dinheiro é do município. Os sindicatos não entraram com a ação. Por isso que está havendo esse impasse”, falou a professora Ana Xavier, uma das professoras da época.

ASSEMBLEIA DO SINTEST É ADIADA

A próxima Assembleia do SINTEST, que estava marcada para segunda-feira (14) foi adiada pela diretoria do sindicato para o dia 21 de maio, caso não haja negociação sobre o reajuste dos auxiliares administrativos e de serviços gerais.

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